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Os Maiores Erros em Mapas da História

Desde os tempos antigos, os mapas foram fundamentais para a navegação, comércio, guerras e compreensão do mundo. Mas, por séculos, eles foram construídos com base em informações imprecisas, relatos exagerados ou até suposições ousadas. Alguns desses erros perduraram por centenas de anos, influenciando decisões políticas, expedições e a forma como as civilizações viam o planeta. Neste artigo, vamos explorar os maiores equívocos cartográficos da história, e entender como esses enganos moldaram o mundo.


1. A Ilha de São Brás (ou Ilha de São Brandão)

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O erro: Muitos mapas medievais mostravam uma ilha no meio do Atlântico, chamada de Ilha de São Brás ou Ilha de São Brandão, baseada em lendas de um monge que teria navegado por mares desconhecidos no século VI.

Por que foi um erro: A ilha nunca existiu. Ainda assim, aparecia em mapas até o século XVIII. Era resultado da mistura entre mitologia cristã, exageros de viajantes e a ânsia por descobrir novas terras.


2. A Existência da Califórnia Como uma Ilha

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O erro: Durante os séculos XVI e XVII, inúmeros mapas mostravam a Califórnia como uma ilha separada do restante da América do Norte.

Origem: Relatos espanhóis distorcidos, especialmente os de Hernán Cortés, fizeram com que cartógrafos europeus acreditassem que a região era cercada por água.

Consequência: Essa visão permaneceu por quase dois séculos, sendo corrigida apenas com novas expedições terrestres em meados do século XVIII.


3. A Terra Australis Incognita

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O erro: Por muito tempo, os mapas mostraram um gigantesco continente no hemisfério sul, chamado Terra Australis Incognita (Terra Austral Desconhecida), que acreditava-se equilibrar o peso do planeta com a Europa e Ásia no norte.

Por que foi um erro: Embora a Antártida exista, ela é muito menor do que se imaginava e não corresponde à extensão desenhada nos mapas antigos. O conceito era baseado em pura suposição geográfica, sem qualquer evidência real.


4. A Cidade de Manoa e o Lago Parime

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O erro: Vários mapas da América do Sul durante os séculos XVI e XVII mostravam um enorme lago chamado Parime, onde estaria localizada a lendária cidade de ouro, Manoa — também conhecida como El Dorado.

Por que foi um erro: Nem o lago, nem a cidade existiram como descritos. Expedições foram enviadas ao norte do Brasil e à Venezuela para encontrar o local, sem sucesso. O mito de El Dorado foi alimentado por relatos indígenas distorcidos e pela cobiça dos conquistadores espanhóis.


5. A Non-Existente Montanha de Kong

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O erro: Durante o século XIX, muitos mapas da África Ocidental mostravam uma enorme cadeia de montanhas chamada Montanhas de Kong, atravessando de oeste a leste.

Origem: O erro veio de um explorador francês que interpretou mal relatos locais e achou que viu montanhas no horizonte.

Consequência: A cadeia montanhosa figurou em mapas europeus até o final do século XIX, quando novas expedições comprovaram que ela nunca existiu.


6. Os Mapas Eurocêntricos

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O erro: Muitos mapas antigos exageravam o tamanho da Europa e diminuíam o de outros continentes como África e América do Sul.

Por que foi um erro: Embora não seja um erro técnico deliberado, esse tipo de representação reforçava a visão de superioridade europeia e afetava a forma como os povos viam o mundo e a si mesmos.

Exemplo famoso: A Projeção de Mercator, embora útil para navegação marítima, distorce o tamanho real dos continentes.


7. O Mar das Sereias

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O erro: Alguns mapas antigos, principalmente os medievais, mostravam regiões dos oceanos com avisos como “Aqui vivem monstros marinhos” ou ilustrações de sereias, serpentes e criaturas gigantes.

Por que foi um erro: Mistura de mitologia, medo do desconhecido e relatos imprecisos de navegadores. Essas figuras eram interpretadas literalmente por alguns povos e ajudaram a alimentar o mistério dos mares.


Por Que Esses Erros Aconteciam?

  1. Falta de tecnologia: Antes do GPS e da cartografia científica, os mapas dependiam de observação visual, relatos de terceiros e estimativas.
  2. Mitologia e religião: Muitos mapas misturavam realidade com lendas, figuras bíblicas ou mitos locais.
  3. Política e propaganda: Alguns mapas foram desenhados para reforçar a autoridade de impérios ou justificar conquistas.
  4. Desejo de encontrar riquezas: Erros como El Dorado ou as ilhas fantasmas vinham muitas vezes da ganância por ouro ou novos territórios.

Curiosidade

O mapa de Piri Reis, um antigo mapa otomano de 1513, causou polêmica por supostamente mostrar partes da América do Sul e da Antártida com incrível precisão — séculos antes de sua “descoberta”. Alguns atribuem a precisão a fontes perdidas, outros a pura especulação. Até hoje é alvo de debates e teorias da conspiração.


Considerações Finais

Erros em mapas não são apenas curiosidades do passado — eles moldaram expedições, guerras, disputas territoriais e até mitos culturais. Hoje, com a tecnologia por satélite e cartografia digital, é mais difícil que tais enganos persistam. No entanto, os antigos mapas com seus equívocos ainda encantam por sua mistura de imaginação, desejo de descoberta e história humana.


Referências (ABNT)

BROTTON, Jerry. Uma História dos Mapas. São Paulo: Zahar, 2015.

WHITFIELD, Peter. The Image of the World: 20 Centuries of World Maps. London: The British Library, 1994.

HARLEY, J. B.; WOODWARD, David. The History of Cartography. Chicago: University of Chicago Press, 1987.

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